A Geografia dos Domínios

☩  ❖  ☩

«Não foi esta Nação levantada para encolher-se à sombra de seus próprios esteios, nem para dormir entre velhas demarcações.»
— Alvará Tordesílico n.º 001/2026


Os Domínios da Cananéia estendem-se pelo litoral austral, entre o Mar Oceano, as barras, as restingas, os mangues e as serras — o país do Mar de Dentro. Ao norte, a fronteira corre pela Serra do Itapitangui até o Rio dos Cordeiros e, nas terras novas, pela velha linha férrea; a leste, o confim é a Sé Paroquial de São João Baptista de Peroyhybe; ao sul, o Mar Oceano e as barras que acompanham o litoral.

A Sé-Ilha

Cabeça de toda a Nação é a Sé-Ilha de São João Batista de Toda a Cananéia, assento do Paço dos Pupo Ferreira, do Terreiro do Paço e da Conservatória Geral — a ilha-mãe de onde partem todos os caminhos.

Os Domínios

Sob o pálio do Bacharelado ordenam-se os Domínios e Comunidades: Bom Jesus do Iguape, com sua Vila; São Jorge de Tordesilhas do Cardoso, guarda do Padrão de Tordesilhas, com as Vilas de São Vito Mártir da Maruja e Especial de São Jorge do Padrão de Tordesilhas; Bom Jesus do Ariri e seu Vilarejo; Nossa Senhora da Conceição da Marinha de Maratayama e do Bom Abrigo, na Ilha Comprida; São Francisco do Itapitangui; São Lucas de Subaúma; e as Comunidades de Nossa Senhora do Desterro de Porchat e da Barra do Pirahy — a terra brava que «não se governam, nem deixam governar», vencida e incorporada.

O Domínio de Peroyhybe dos Itatins e o Caminho Tordesílico da Juréia

Pelo Alvará Tordesílico n.º 001/2026, a Gente da Cananéia avançou além da Barra de Iguape e sobre as terras da Juréia — havida não por sertão de exploração, mas por patrimônio natural, reserva de memória e escudo geográfico da Nação. Erigiu-se o Domínio de São João Baptista de Peroyhybe dos Itatins, cuja Sé, sede e cabeça é Peroyhybe de Tapyrema do Abarebebê (Peruíbe), onde se levanta o Solar do Jasmim, vinculado perpetuamente à Família Pupo Ferreira. O Caminho Tordesílico da Juréia — via principal e estrada senhorial — une o Rio Ribeira do Iguape à Sé de Peroyhybe, passando pela Barra do Ribeira, pela Praia e pelo Costão da Juréia, pelo Prelado e Despraiado, pelo Una do Prelado e pela Vila da Barra do Una, pelo Caramborê, Arpoador e Parnapuã, pela Praia Brava e pelo Juquiazinho, pela Vila do Guaraú, pelo Tetequera, pela Tocaia, pelo Itinguinha e Itinguçu, até o Rio Preto — vilas e vilarejos erigidos, cada qual com seu nome, serventia e dignidade.

A Comuna Internacional de Pariquera-Açú

Além do Rio dos Cordeiros, no sertão a norte, está a Cidade Internacional da Comuna de Pariquera-Açú — território não-associado e não-incorporado, sob pálio do Bacharelado, destinado às embaixadas, legações e corpos estrangeiros. Em sua avenida principal ergue-se o Palacete d’Évora, embaixada da Karnia-Ruthenia.

Das Águas e dos Nomes

Correm pelos Domínios o Rio Ribeira do Iguape, o Una do Prelado, o Guaraú, o Perohybê, o Rio Branco e o Rio Preto; guardam-nos as barras de Cananéia, de Iguape, do Una, do Guaraú e a temível Barra de Pirahy. Cada nome guarda uma memória: a fé dos padroeiros, a língua da terra, o sonho de Tordesilhas — porque aqui a geografia não é mapa: é destino.

Os Alvarás Tordesílicos e as Cartas Dominiais que demarcam estas terras
estão lavrados no fórum oficial.

⟶ Ler as demarcações no V.E.U.V.E.


A História  ·  O V.E.U.V.E. — Passeio Público